Pesquisa NPS: perguntas prontas e como montar a sua (com modelos)
Publicado em 1 de dezembro de 2025 · Time ClickDesk
Perguntas de pesquisa NPS parecem simples — e são. O problema é que qualquer palavra fora do lugar muda a nota que o cliente dá. Uma pergunta enviesada não mede lealdade: mede a sua vontade de receber elogios.
Neste guia você encontra a pergunta padrão do NPS (do jeito certo), variações da pergunta aberta de follow-up para cada situação, os erros de formulação mais comuns, modelos de convite prontos para e-mail e WhatsApp e um roteiro do que fazer quando a resposta vem de um detrator.
A pergunta padrão do NPS
O NPS (Net Promoter Score) tem uma pergunta canônica, validada há mais de 20 anos. Não reinvente:
"Em uma escala de 0 a 10, qual a probabilidade de você recomendar a empresa a um amigo ou colega?"
Três detalhes que fazem diferença:
- A escala é de 0 a 10, com 11 pontos. Não use 1 a 10, nem estrelas, nem carinhas — isso muda a classificação de promotores (9-10), neutros (7-8) e detratores (0-6) e invalida qualquer comparação com benchmarks.
- O verbo é "recomendar", não "avaliar" ou "gostar". Recomendação envolve reputação pessoal do cliente, por isso captura lealdade e não só satisfação momentânea.
- Rotule apenas as pontas: "0 = nada provável" e "10 = extremamente provável". Rotular cada número induz interpretação.
Variações aceitas sem quebrar a metodologia:
| Contexto | Pergunta |
|---|---|
| NPS de relacionamento (recorrente) | "Qual a probabilidade de você recomendar a empresa a um amigo ou colega?" |
| NPS transacional (pós-atendimento) | "Com base no atendimento de hoje, qual a probabilidade de você recomendar a empresa?" |
| Produto específico | "Qual a probabilidade de você recomendar o produto a alguém com uma necessidade parecida?" |
| B2B | "Qual a probabilidade de você recomendar a empresa a um colega de profissão?" |
Se a sua dúvida é sobre satisfação com uma interação específica (e não lealdade), o instrumento certo costuma ser o CSAT — os dois se complementam, não competem.
A pergunta aberta de follow-up: onde mora o valor
A nota diz o quanto; a pergunta aberta diz por quê. Sem ela, o NPS vira um número bonito no dashboard e nada mais. A boa prática é exibir a pergunta aberta logo depois da nota, adaptando o texto à faixa da resposta:
Para detratores (0-6):
- "O que aconteceu para você dar essa nota?"
- "O que precisaria mudar para você nos recomendar?"
- "Qual foi a principal frustração na sua experiência?"
Para neutros (7-8):
- "O que faltou para ser um 9 ou 10?"
- "O que podemos melhorar para merecer sua recomendação?"
Para promotores (9-10):
- "O que você mais valoriza na empresa?"
- "Se fosse recomendar para alguém, o que diria?"
Regras de ouro do follow-up:
- Uma pergunta só. Cada campo extra derruba a taxa de resposta.
- Campo opcional. Obrigar comentário gera respostas de uma palavra ou abandono.
- Texto livre, não múltipla escolha. Checkbox de "motivos" limita a resposta ao que você já imaginava — e o valor do NPS está justamente no que você não imaginava.
7 erros de formulação que enviesam a nota
- Pergunta dupla: "Qual a probabilidade de recomendar nosso produto e nosso atendimento?" — o cliente responde sobre um, você interpreta sobre os dois.
- Adjetivos embutidos: "Qual a probabilidade de recomendar nosso excelente atendimento?" induz nota alta e destrói a medição.
- Pedir a nota: "Nos ajude com um 10!" ou "sua nota impacta a avaliação do atendente" transforma pesquisa em chantagem emocional. Se a nota do agente depende disso, ele vai implorar — e o dado morre.
- Escala invertida ou truncada: 10 a 0, 1 a 5, 0 a 5. Qualquer coisa diferente de 0 a 10 impede comparação e confunde quem responde.
- Momento errado: enviar NPS transacional três semanas depois do atendimento, ou NPS de relacionamento no dia seguinte à assinatura, quando o cliente ainda nem usou o produto.
- Frequência excessiva: o mesmo cliente recebendo pesquisa toda semana responde por irritação (ou para de responder). Na prática do mercado, 90 dias é um intervalo mínimo saudável para NPS de relacionamento.
- Pesquisa quilométrica: NPS é nota + pergunta aberta. Se você precisa de 12 perguntas, faça uma pesquisa de mercado separada — não contamine o NPS.
Modelos de convite prontos
A pesquisa só funciona se o cliente abrir. O convite precisa ser curto, dizer quanto tempo leva e deixar claro que a resposta será lida.
Convite por e-mail
Assunto: [Nome], 30 segundos para nos ajudar a melhorar?
Olá, [Nome],
Sua opinião orienta o que vamos melhorar na [empresa].
Uma pergunta, 30 segundos:
Em uma escala de 0 a 10, qual a probabilidade de você
recomendar a [empresa] a um amigo ou colega?
[0][1][2][3][4][5][6][7][8][9][10]
Prometemos duas coisas: sua resposta será lida por uma
pessoa, e não vamos encher sua caixa de entrada.
Obrigado,
Equipe [empresa]
Dica: colocar a escala clicável dentro do próprio e-mail (cada número é um link que já registra a nota) costuma multiplicar a taxa de resposta em relação ao botão "responder pesquisa".
Convite por WhatsApp
Oi, [Nome]! Aqui é a [empresa]. 😊
Queremos saber como foi sua experiência com a gente.
É uma pergunta só:
De 0 a 10, qual a chance de você recomendar a [empresa]
para um amigo?
É só responder com o número. Sua opinião vai direto
para o nosso time. 🙏
No WhatsApp, o cliente responde na própria conversa — sem link, sem fricção. Com a API oficial do WhatsApp na ClickDesk, dá para disparar o convite como template aprovado, capturar a resposta com um agente de IA e já abrir ticket automático quando a nota for baixa.
Follow-up pós-nota (WhatsApp)
Obrigado pela nota, [Nome]!
Se puder contar em uma frase o motivo, nos ajuda muito
a melhorar. Pode escrever aqui mesmo. 🙂
Quer mais sequências prontas para depois da primeira mensagem? Veja nossos modelos de follow-up com clientes.
O que fazer com detratores (nas primeiras 48 horas)
Detrator não é inimigo: é cliente que ainda está falando com você. O processo de close the loop é o que separa empresas que medem NPS de empresas que melhoram com ele.
- Responda em até 48 horas — de preferência 24. Depois disso, o contato parece protocolo, não interesse.
- Quem responde é uma pessoa, não um template. Cite o que o cliente escreveu no comentário. Se ele não comentou, pergunte com humildade o que aconteceu.
- Agradeça antes de explicar. "Obrigado por contar — a maioria das pessoas simplesmente vai embora sem avisar" desarma a conversa. Temos um guia de frases de atendimento ao cliente com aberturas que funcionam.
- Resolva ou encaminhe com dono. Nota baixa vira ticket com responsável e prazo, não linha em planilha.
- Feche o ciclo: depois de resolver, volte ao cliente e conte o que mudou. É nesse momento que detratores viram promotores.
Se o detrator já reclamou em público (Google, Reclame Aqui), a lógica muda um pouco — preparamos um guia específico de respostas para avaliações negativas.
E um detalhe de calendário: evite disparar pesquisa em véspera de feriado ou recesso, quando ninguém do time estará lá para fechar o ciclo com detratores. Se o envio for automático, pause a régua nesses períodos — o mesmo cuidado que você tem com mensagens de feriado e recesso.
Checklist antes de disparar sua pesquisa
- Escala de 0 a 10, pergunta com o verbo "recomendar"
- Pergunta aberta opcional, adaptada por faixa de nota
- Nenhum adjetivo, pedido de nota ou pergunta dupla
- Momento certo (transacional: até 24h; relacionamento: cliente com uso real)
- Intervalo mínimo entre pesquisas para o mesmo cliente
- Processo definido: quem responde detratores e em quanto tempo
- Convite curto, com promessa de que a resposta será lida
Dispare, colete e feche o ciclo em um só lugar
Montar a pergunta certa é metade do trabalho; a outra metade é operar a pesquisa sem virar refém de planilha. No módulo de e-mail marketing e automações da ClickDesk, você segmenta a base, dispara o convite por e-mail ou WhatsApp em conformidade com a LGPD e transforma cada nota baixa em ticket com responsável — tudo na mesma plataforma onde seu time já atende.
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